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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Entrelaços.

Todas as vidas com as quais me entrelacei

Foram tomadas por tudo que eu tenho de ruim

Quando minhas mãos os tocam

O veneno, a escuridão e a tristeza tomam conta

Não há quem aguente um ser que se tornou um buraco negro

Não há quem suporte viver no limite como eu vivo

Eu machuco as pessoas, mesmo que sem querer

Suas existências se tornam frias e miseráveis

Ao tentar me salvar, eles são sugados pra dentro do caos

E, depois, quando percebem que isso sou eu, e não eles

Eles vão embora

Eles sempre vão embora

E, aqui eu fico

No caos, no medo, no escuro

Sem esperar mais nada de ninguém.

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