Todas as vidas com as quais me entrelacei
Foram tomadas por tudo que eu tenho de ruim
Quando minhas mãos os tocam
O veneno, a escuridão e a tristeza tomam conta
Não há quem aguente um ser que se tornou um buraco negro
Não há quem suporte viver no limite como eu vivo
Eu machuco as pessoas, mesmo que sem querer
Suas existências se tornam frias e miseráveis
Ao tentar me salvar, eles são sugados pra dentro do caos
E, depois, quando percebem que isso sou eu, e não eles
Eles vão embora
Eles sempre vão embora
E, aqui eu fico
No caos, no medo, no escuro
Sem esperar mais nada de ninguém.
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